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Em 8 de julho de 2019 por Comunicação / Prefeitura Municipal de Itaboraí

Clínica-Escola do Autista convoca inscritos em fila de espera

48204762841_52e50e107d_z (1)A Clínica-Escola do Autista, gerida pela Prefeitura de Itaboraí, por meio das secretarias municipais de Educação, Cultura e Turismo e de Saúde realizou na última sexta-feira (05/07), consultas com o neuropediatra Mauro Lins, para novas pessoas no município, que estavam na fila de atendimento.

Há quase dois anos aguardando uma vaga na Clínica-Escola do Autista para sua filha, Alice Viana, 8 anos, Rafaele Viana Barcelos, 32 anos ficou feliz e satisfeita com a consulta. Mãe de quatro filhos, a moradora de Calundu percebeu as dificuldades da filha ainda com menos de um ano de idade. A menina não sentava e nem engatinhava.

“Procurei ajuda, fiz exames e com três anos ela foi para a escola. Hoje ela estuda na Escola Municipal Gastão Dias de Oliveira, em Cabuis e tem um bom convívio com os colegas. Adorei o médico e a consulta foi produtiva. Minha filha teve o diagnóstico confirmado e já temos consulta agendada com a nutricionista aqui da clínica-escola. Tenho certeza que a partir de agora minha filha terá o desenvolvimento que a gente tanto busca”, disse Rafaele.

Itaboraí é a primeira cidade do Brasil com uma instituição pública no atendimento multidisciplinar à pessoa com o transtorno. Inaugurada em abril de 2014, a Clínica-Escola do Autista é uma iniciativa da Prefeitura de Itaboraí, atendendo a uma antiga luta de familiares. É fruto da Lei Federal 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

48204814072_4bfc4cb431_zAlém da Alice Viana, mais oito pessoas, com idade entre 3 e 20 anos foram chamadas para a avaliação com o neuropediatra, por meio de agendamento via contato telefônico. E destas, seis tiveram o diagnóstico de autismo fechado e três precisarão de mais encontros com o médico para investigação.

O estudante Ryan Ribeiro, 6 anos foi a consulta com o neuropediatra acompanhado de sua mãe, Graziele Carvalho, 25 anos. O menino terá uma nova consulta em 60 dias, para que seja feita uma nova avaliação e assim, ele tenha seu diagnóstico fechado.

“Achei o médico muito atencioso e com certeza daqui a dois meses eu retornarei a clínica-escola. Ele pediu um relatório da escola, para daí fechar o diagnóstico do meu filho. Hoje ele já faz tratamento com um psicopedagogo particular, mas aqui ele terá todos os atendimentos necessários, se precisar”, falou Graziele, que estava a quase dois anos aguardando esta consulta.

Reconhecido internacionalmente como uma das maiores autoridades em autismo no Brasil, o neuropediatra Mauro Lins atende na Clínica-Escola do Autista há aproximadamente cinco anos. Segundo ele, nas consultas é observado o comportamento dos atendidos. Além da conversa com o responsável para saber o motivo que o levou a procurar atendimento médico.

“Em alguns casos, a gente consegue fechar o diagnóstico de autismo na primeira consulta, mas em outros, isso demora e precisa de mais encontros. Até  porque às vezes a criança pode estar tímida e retraída, por exemplo. Essa nova chamada é maravilhosa, porque temos a oportunidade de fornecer uma visão mais integrada dos profissionais que a Clínica-Escola possui. O atendimento não é apenas para o autista, mas envolve toda a família”, frisou o neuropediatra.

48204762841_52e50e107d_zMesmo sem vagas para novos alunos-pacientes, pais e/ou responsáveis podem procurar o local para receber acolhimento e orientação, as segundas e quartas-feiras à tarde, com a coautora da lei federal, Berenice Piana, que também é mãe do autista Daylan, 23  anos, aluno-paciente da Clínica-Escola. Para agendar com a Berenice basta ligar para a Clínica-Escola, no telefone (21) 2635-7012.

Segundo a diretora da instituição, Márcia Novis, é preciso que as pessoas que já se inscreveram em algum momento para a Clínica-Escola do Autista e não foram selecionadas, retornem a instituição para atualizar os dados, visto que podem ter, por exemplo, mudado de telefone. “Pretendemos continuar chamando, de acordo com as vagas disponíveis nas terapias”, frisou Márcia.

Atualmente a instituição conta com aproximadamente 200 alunos-pacientes, com idade entre 2 e 44 anos, residentes de Itaboraí, e ainda de outros municípios. Com um tratamento multidisciplinar, o projeto público pioneiro visa à integração de crianças e adolescentes autistas ao ensino regular, oferecidos por profissionais especializados no tema.

A Clínica-Escola do Autista conta com cinco pedagogas especializadas em autismo, duas terapeutas ocupacionais, quatro psicólogas, duas fisioterapeutas, três psicopedagogas, duas nutricionistas, duas fonoaudiólogas, duas assistentes sociais, neuropediatra e arte terapeuta. Além de diretora, coordenadora pedagógica e de disciplina, recepcionista e serviços gerais.

A Clínica-Escola do Autista fica localizada na Rua Comandante Ari Parreiras, nº 327, em Venda das Pedras – Itaboraí. Horário de funcionamento, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

O que é Autismo

O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), são transtornos que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança.  Atualmente, estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo todo possuem algum tipo de autismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com relação ao Brasil, esse número passa para 2 milhões. Uma pesquisa atual realizada neste ano do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) diz que o autismo atinge ambos os sexos e todas as etnias, porém o número de ocorrências é maior entre o sexo masculino (cerca de 4,5 vezes).

Esse transtorno não possui cura e suas causas ainda são incertas, porém ele pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, o paciente possa se adequar ao convívio social e às atividades acadêmicas o melhor possível. Quanto antes o Autismo for diagnosticado melhor, pois o transtorno não atinge apenas a saúde do indivíduo, mas também de seus cuidadores, que, em muitos casos, acabam se sentindo incapazes de encararem a situação.

Por Thaís Azevedo 

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