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Em 9 de agosto de 2019 por Comunicação / Prefeitura Municipal de Itaboraí

Arraiá do CEAM conta com palestra sobre dependência química

48490268701_4f3829f7e0_zNa tarde da última quinta-feira (08/08), o Centro Especializado de Atendimento a Mulher (CEAM) festejou seu Arraiá com uma reunião entre as mulheres assistidas e as profissionais que trabalham no local, além de contar com uma palestra que teve como tema A Dependência Química No Convívio Familiar, dada por Antônio José Lisboa.

O CEAM, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, presta um importante serviço ao acolher mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência doméstica, desenvolvendo ações de prevenção e enfrentamento contra esse tipo de casos. Com uma equipe formada por assistentes sociais, psicóloga e profissionais que dão suporte jurídico para as mulheres atendidas, o centro já atendeu 117 mulheres apenas em 2019.

48490437297_8d0af5c2d1_z (1)O palestrante Antônio José Lisboa, conhecido como Dedeko, é servidor do município há mais de 30 anos e hoje trabalha com a recuperação de dependentes químicos no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e dividiu suas experiências sobre as drogas, destacando que o tratamento é complicado, mas que com apoio de pessoas próximas essa batalha pode ser vencida.

“Quando era mais novo, acabei entrando em um mundo só de festas, saídas, aquela coisa do jovem que se sente poderoso e que nada vai afetá-lo. Comecei bebendo socialmente, quando vi já estava experimentando drogas mais leves e acabei me tornando um viciado em coisas mais pesadas. A pessoa que é dependente química perde completamente o controle sobre seus atos e sua vida. Mas cheguei em um ponto que tive que escolher a mim e a minha família”, contou Dedeko, deixando claro que o próprio dependente deve estar disposto a receber ajuda.

48490268616_848751af7b_z“O nosso trabalho é sempre pensar e proteger a vítima, lutar e tentar prevenir contra a violência, mas nós também não podemos deixar o agressor a margem, sabemos que em muitos casos a pessoa que agride é dependente química, faz uso do álcool e desconta nas companheiras. A dependência é uma doença e precisa ser tratada. A própria lei Maria da Penha, em um dos seus artigos diz que ele tem que ser reabilitado e inserido na sociedade. Ele deve ser punido pelo que fez, mas a punição é no sentido de recuperar o indivíduo”, disse Naila Marcia de Freitas Carvalho, coordenadora do CEAM.

48490436792_86242177bb_zNaila também lembrou que no último dia 07 de agosto completou 13 anos da Lei Maria da Penha. “Temos sempre que comemorar a data em que a Lei Maria da Penha foi sancionada. A história da Maria é importante. Ela sofreu graves agressões em 1983 e só em 2006 que uma lei que visa proteger a mulher contra a violência doméstica foi aprovada. A lei sai do povo, sai da necessidade da sociedade”, acrescentou a coordenadora.

O CEAM fica na Travessa Agenor Castor, nº 45, Centro. E atende de 8h às 17 h, de segunda a sexta-feira. O telefone para contato é o (21)2635-3452.

Por Larissa Bastos

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